Maxismo aliado a impunidade

Publicado em 26 de mai de 2016 Prestem bastante atenção: o caso da menina estuprada no Rio de Janeiro por um bando de calhordas revela o óbvio. Se para cada cinco mulheres, segundo a ONU, uma já foi vitima de estupro ou de tentativa de estupro, os agressores são muitos. Muita gente se apressa em dizer, ah, são loucos, são doentes. NÃO SÃO.

Cerca de 30 homens estupraram uma jovem, fotografaram, filmaram e postaram as imagens dela, nua e violada, nas redes sociais. São 30 (TRINTA) caras comuns que se acharam no direito de violentar uma pessoa com base no seu gênero, como bem resumiu a repórter do R7, Caroline Apple, ao comentar o caso.

O motivo: "vingança", por ela ter saído com outro rapaz, e seu namorado ter descoberto. Segundo li no Facebook de um ex-morador de comunidades no Rio, lá eles denominam isso de "estupro corretivo".

Ou seja: num grupo de 30, nenhum foi capaz de defender essa moça. NENHUM. Nenhum chamou a polícia, armou uma briga. Todos escolheram violentá-la, como bem analisou a jornalista Vivi Whiteman.

O sentimento que ficou, a todas as mulheres com um pingo de sensatez, como resumiu Bianca Muller Rubini, foi um desconforto imenso. "Um arrepio que não passa, uma náusea constante.”

E por que? Por que ser mulher é viver esse medo constante de ser violado, por um cara que pode estar bem aí, ao seu lado, na festa, no taxi, no trabalho, no entregador de pizza. Nunca se sabe.

Porque quem estupra não é o doido distante. É o pai, o padrasto, o tio, o colega de turma, o namorado, que, no caso da garota do Rio, juntou os amigos para dar um corretivo na menina. Por tratar mulher como coisa, como propriedade, com a qual pode-se fazer o quem entender. Até estuprar, filmar e divulgar. E digo mais: eles certamente não acham que fizeram nada de errado. "Ela mereceu", são capazes de dizer em sua defesa. É o machismo aliado à impunidade.

Para os homens, pelo menos os que pensam “ah, mas eu não sou assim”, um aviso: não basta ter compaixão por essa menina. Nenhum de vocês vai perder o sono por ela, porque não faz parte do cotidiano de vocês. Nós vamos.

É preciso que se jogue luz sobre esse tema, que os homens enxerguem, de uma vez por todas, que uma mulher estuprada (coletivamente ou não) é uma mácula para todos os seres humanos (ainda) não-degradados.

E, por favor, chega de buscar motivos pra esse tipo de violência. Nem tentem vir falar que “ah, ela pediu, ela bebeu, ela estava drogada, ela estava assim ou assado”. Basta. Chega de arrotar que o feminismo é desnecessário. Como disse a Vivi, o recado vale também para as coleguinhas do "ain eu não sou feminista, não preciso porque me faço respeitar, sou recatada". Só uma mulher muito trouxa se diz anti-feminista. Você, aí, queridinha, pode ser a próxima.

Estupro não é sexo. Estupro é violência. Mas, reproduzo aqui um post lúcido que li no Facebook: “Tem banalização de estupro na novela global. Tem fabricante de cerveja com campanha de carnaval com apologia ao estupro. Tem série de TV colocando cenas de estupro para "agradar" homens. Tem estuprador conversando com ministro da educação. Tem Gilmar Mendes liberando estuprador condenado para fugir. Tem político querendo dificultar aborto em caso de estupro. Tem juiz que libera estuprador preso em flagrante com a justificativa de que ele não era uma ameaça, em Porto Alegre. Teve estupro em programa global de reality show. Teve estuprador de menores em programa global de reality show acobertado pela emissora de televisão. Tem estupro de mulher por 30 homens e nenhuma palavra do secretário de segurança do estado do Rio de Janeiro".

Gratidão tem que ser espontaneo

Eu sou muito grata a todas as pessoas ao meu redor. Não importa se elas me ajudaram, se me deram algo ou se simplesmente me deu um help no supermercado pegando aquele produto que está lá no alto da prateleira. Mas acredito que não sou a unica. Todos nós somos assim. Afinal gratidão é um sentimento nobre. Deve ser espontâneo. 

Certa vez percebi que uma pessoa (que me ajudou) sempre fazia questão de me lembrar o que havia feito por mim, mas assim, como quem não quer nada, como se não tivesse fazendo isso. Sempre que ela tinha algo pra contar de algo que não tinha nada a ver ela dava um jeitinho de tocar naquele assunto, tipo assim: "Menina, Fulana veio aqui e me pediu 'tal coisa' emprestado mas eu disse a ela que não tinha como porque você chegou aqui precisando e eu dei a você porque não faço questão de nada e bla blá blá..." ou "sabe aquele dia que eu fiz 'tal coisa' pra você?" Ou "Foi naquele dia, menina, que você almoçou lá em casa". Então, a pessoa é bembem isso. 

Comecei a perceber o quanto era importante para ela que EU fosse eternamente grata a ela por isso. Comecei a perceber que ela, na realidade, queria que eu nunca esquecesse do que ela fez por mim. 

E passei ademonstrar, já que era tão importante para ela, se sentir mais reconhecida. Foi quando percebi que isso não era só comigo, mas com todos. 

Certa vez, ela e uma amiga dela romperam a amizade. Brigaram por algum motivo. Elas eram do tipo confidentes, muito amigas, mas brigaram. Ela poderia simplesmente esquecer que a garota existia, até mesmo em respeito a uma amizade que um dia existiu. Mas ao invés disso, ela preferiu falar aos quatro ventos tudo que fizera pela ex-amiga. O quanto a ajudou, quantas vezes a amiga precisou dela, que abriu as portas de sua casa para ela, que a amiga já vestiu suas roupas... Enfim, ela falava a todos que perguntavam sobre o fim do relacionamento, sempre deixava claro o quanto a ex-amiga era ingrata, além de contar o motivo do rompimento. 

Eu por minha vez, abri meus olhos. Se ela foi capaz de fazer o que fez com alguém que considerava irmã, imagina o que não vai falar de mim. 

Comigo aconteceu a poucos dias. Uma pessoa que eu não tenho o menor interesse que faça parte dos meus grupos de amigo, me ligou pra dizer o quanto se decepcionou comigo por eu ter sido falsa com ela, isso porque eu não correspondia as espectativas dela de "ser o que ela é" ou o que ela gostaria de ser. Eu não humilho as pessoas, não piso em ninguém, sou alguém muito simples, gosto de gente, de pessoas, de qual quer uma. Ela sempre dizia: "Aiinn, porque você anda com essas fulanas? Elas são..." e sempre usava algum termo ofensivo. Com o tempo, me afastei dessa pessoa e simplesmente não quis mais saber daquela amizade. Então ouvi coisas horríveis ao telefone: depois de tudo que fizera por mim, que eu vou pagar por ter sido isso e aquilo... 

Primeiramente, eu acho tudo isso atitude de pessoas vazias, que precisam chamar a atenção para não perder a alto-estima. Sentem-se superiores as outras e sempre dão um jeitinho de ter as pessoas em suas mãos, por ego mesmo.

Segundo que ninguém tem obrigação de ser grato. Ninguém tem obrigação de lembrar de nada que fizeram por ti. Ninguém é obrigado a agradecer. Isso é uma coisa que você aprende desde a infância para que saibamos o vaalor e o caráter das pessoas, para que saibamos que as pessoas não tem obrigações para com a gente, mas um estar ali para ajudar o outro e a gratidão é uma forma de dizer: "eu sei que você não tem obrigação, mas fez por mim, mesmo assim!". Isso é bonito.

Porém, mais bonito ainda é ser sincero. É não agradecer só por educacao mas por verdade mesmo. Por sentir isso, e não sentir: "vou te agradecer porque sei que você ta esperando". Tem que ser sincero. Se não vier de dentro, se não for espontâneo, não tiver mesmo rolando aquele sentimento de gratidão sincera, então não diga. Não diga o que não sente so porque você é uma pessoa educada e as pessoas tem que achar que você é. Você não tem que provar nada pra ninguém. Eu não agradeço o que não estou grata. 

Se você fizer algo por quem quer que seja, nao faça esperando reconhecimento. Não espere nada. Não faça nada por alguém em troca de gratidão, ou de seja lá o que for. Não esperar nada e não receber nada em troca do que se fez, é ate saudável porque exercita a mente. Você descobre que não precisa ter motivo pra ajudar ou dar algo a alguém. Você só precisa sentir vontade de fazer. Gostoso mesmo é ser surpreendido. Receber algo, que seja um simples 'Obrigada', sem esperar por um simples gesto é que é muito gratificante. 

Trabalho em equipe

Era uma vez, quatro indivíduos chamados: TODO MUNDO, ALGUEM, NINGUEM e QUALQUER UM. 

Quando havia um trabalho importante para ser feito, TODO MUNDO estava certo de que ALGUEM faria. QUALQUER UM poderia ter feito, mas NINGUEM fez. NINGEM ficou nervoso porque isso era obrigação de TODO MUNDO. No final,TODO MUNDO culpou ALGUEM quando NINGUEM fez o que QUALQUER UM poderia ter feito.

Seu assunto principal é falar mal da vida alheia....

Todo mundo tem algo à falar de tudo e de todo mundo. A convivência e a familiaridade com a rotina alheia ou os acontecimentos alheios são cada vez mais comum.
A tal cultura de falar do outro, falar mal, falar bem, falar de quem quer que seja está cada vez mais presente porque percebemos que os acontecimentos são iguais ou parecidos em toda família ou em todo grupo, o que aquela família passa eu já passei ou vou passar. O que ele come eu vou comer ou já comi, o que passa na TV, no som ou no celular dele, vai passar no meu.
Pessoas tem curiosidade porque em todo tempo estamos diretamente ou indiretamente conectados a vida dos outros.
É natural que não queiramos para a gente o mal que o vizinho ta passando, não queremos também os maus hábitos, nem os maus comportamentos. E é mais comum ainda que queiramos os bons costumes, a vida agradável que uns tem: "Se ele tem, porque não posso ter?" - pensamos.
Por mais que nos encomodemos com o que os outros pensam da gente, essa é uma cultura que (talvez) nunca acabe, principalmente agora com a facilidade de expor. Cabe a cada um viver e agir da forma como se é de coerência de cada um. Você faz a sua imagem para os outros. Então, decida que imagem é essa. Seja firme. Seja você. Não importa o que você faça ou fale. Não importa como ande ou se comporte, faça-o com convicção. Melhor do que ser o que você é, é assumir que você é. Não importa o que falem de você ou da forma como conduz sua vida, as pessoas não falam de você porque você é alguém em especial. Falam de você porque falam de todo mundo e nunca vão falar. Todo mundo fala de tudo e isso é comum. O que as pessoas não podem fazer é interferir de forma destrutiva, não podem julgar ou te ofender. Isso é inadmissível. Mas a cultura de falar, de opinar, de comentar, isso não vai acabar.